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Dúvida/Reclamação: Chamada Comercial Enganosa da NOS - O que fazer?

  • October 30, 2025
  • 4 comentários
  • 23 visualizações

Venho partilhar uma experiência recente com a NOS que levanta sérias questões sobre as suas práticas comerciais e o cumprimento do RGPD, e gostava de ouvir a vossa opinião sobre a legalidade do ocorrido.

No passado dia 28 de outubro de 2025, por volta das 16h17, recebi uma chamada do número 932 915 869. A colaboradora, que se identificou como sendo do departamento de "Satisfação ao Cliente" da NOS, iniciou a conversa perguntando pelo meu grau de satisfação.

O problema começou logo de seguida. Fui informado de que a NOS iria proceder a um “update geral” dos sistemas para a tecnologia 5G+, alegadamente para evitar problemas de conectividade. O ponto crucial é que este "update", segundo a colaboradora, implicaria o envio de um cartão SIM adicional e, mais importante, o aumento da minha mensalidade para 63€.

Questionei se este "upgrade" seria obrigatório, uma vez que tenho um contrato fidelizado com um valor fixo. A resposta que recebi foi: “não é, mas acaba por ser”. Perante esta ambiguidade e a tentativa de alterar o meu contrato, manifestei a minha vontade de falar com o departamento de retenção de clientes. A resposta da colaboradora foi simplesmente desligar-me a chamada sem qualquer explicação.

Indignado com a conduta, devolvi a chamada. Foi-me então confirmado por outro colaborador que aquela chamada se tratava, afinal, de uma campanha comercial e não de um "update geral" obrigatório do serviço.

Isto leva-me a dois pontos fundamentais sobre a legalidade da situação:

  1. Violação das Preferências de Comunicação (RGPD): As minhas autorizações de tratamento de dados pessoais na NOS indicam claramente que não consinto em ser contactado para efeitos de marketing. Ao receber uma chamada que é, na verdade, uma venda disfarçada, considero que a NOS violou as minhas preferências e, potencialmente, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados.

  2. Indução em Erro / Prática Comercial Abusiva: A alegação de que se tratava de um "update geral" para migração de tecnologia, e não de uma simples campanha de vendas, configura uma tentativa clara de induzir o cliente em erro sobre a verdadeira natureza da chamada para obter um aumento de receita. Isto não deveria ser considerado uma prática comercial desleal ou abusiva?

Esta situação, infelizmente, não é inédita, o que agrava o meu descontentamento. Solicitei à NOS a análise da gravação da chamada e um esclarecimento formal.

Gostaria de saber se mais alguém aqui no fórum passou por algo semelhante e que passos aconselham para levar este caso avante (ANACOM, Deco, etc.), especialmente no que toca à violação das regras de comunicação e vendas.

Obrigado pelo vosso tempo e ajuda!

4 Comentários

Guimas
Super User
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  • Super User
  • October 30, 2025

Acho que fizeste bem em pedir  a gravação e reclamar, sobre essa mesma pessoa dado que, claramente, te está a tentar enganar.


João H.
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  • Gestor da comunidade
  • October 31, 2025

Boa tarde ​@Joao Alexandre Goinhas 

Antes de mais, agradecemos o tempo que dedicou a partilhar a sua experiência. Lamentamos sinceramente o sucedido e compreendemos o seu desagrado face à situação descrita.

A NOS pauta a sua atuação por princípios de transparência, ética comercial e total respeito pelo Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Por esse motivo, levamos muito a sério qualquer situação que possa indiciar uma falha nesses princípios.

Relativamente ao tratamento de dados pessoais e preferências de contacto, garantimos que os consentimentos são sempre respeitados. Ainda assim, pode confirmar e atualizar as suas preferências de comunicação através da my NOS ou contactando-nos diretamente, para garantir que não recebe contactos comerciais não autorizados.

Quanto à questão do alegado “upgrade obrigatório”, esclarecemos que não existe nenhuma atualização forçada que implique alteração contratual ou aumento de mensalidade sem o consentimento expresso do cliente. A situação descrita não reflete as práticas comerciais que a NOS defende.

De forma a podermos analisar em detalhe o sucedido, pedimos, por favor, que nos envie uma mensagem privada para o perfil ​@Fórum com o NIF associado ao contrato. 

Reforçamos o nosso compromisso em resolver esta questão com a maior celeridade e em assegurar que situações semelhantes não se repitam.

Obrigado pelo alerta e pela oportunidade de melhorar.


A história continua! 

Para facilitar, basta ler o abaixo que contem a versão sumariada de eventos. 

A situação teve início em outubro, quando fui contactado para efeitos de marketing por parte da NOS. Esse contacto originou pedidos de esclarecimento e a abertura de dois incidentes: INC000173902325 e INC000174478310. Até ao momento, nenhum deles teve uma resolução satisfatória.

Relativamente ao primeiro incidente, fui apenas contactado a 12 de novembro para me informarem que não tinham registo da chamada em questão — o que, desde logo, é preocupante. No caso do segundo incidente, nem sequer obtive resposta, apesar das várias garantias dadas pela equipa de apoio.

Estamos agora em dezembro e, surpreendentemente, voltei a ser contactado, desta vez pela colaboradora Michelle, através do número 93*******, alegando estar a trabalhar para a Visabeira e para a NOS no âmbito da campanha de Black Friday. Quando confrontei a colaboradora com o facto de não dever estar a contactar-me, recebi a já habitual explicação sobre “bases de dados desatualizadas”, argumento que, além de repetitivo, não justifica a prática nem a isenta de responsabilidade.

Recordo que este tipo de conduta é ilegal, e o facto de a NOS recorrer a empresas subcontratadas não a desresponsabiliza pelo incumprimento das normas de proteção de dados.

Uma vez que a Provedoria do Cliente só intervém após encerramento dos incidentes (e dado que ambos permanecem em aberto sem qualquer progresso), deixo aqui este apelo público: que a NOS reconheça o erro, apresente desculpas, compense devidamente o cliente e, acima de tudo, garanta a atualização e correção das listas de contactos para evitar a repetição destas situações.

Caso contrário, restar-me-á avançar com uma queixa formal e fundamentada junto da CNPD, deixando que a entidade fiscalizadora analise a atuação da empresa.

Gostaria de saber a vossa opinião: o que vos parece desta situação?

Cumprimentos.


João H.
Forum|alt.badge.img+6
  • Gestor da comunidade
  • December 4, 2025

Boa tarde ​@Joao Alexandre Goinhas,

Lamentamos a situação que descreve.

Recebemos a sua mensagem privada e vamos responder-lhe logo que possível.

Obrigado