Como cliente NOS há 30 anos e cinéfilo assíduo, é deprimente ver o rumo do complexo do Parque Atlântico. Numa cidade com apenas 4 salas, a gestão decidiu retirar o filme "Greenland" para duplicar o filme "A Criada" (em cartaz desde o início do ano) em duas salas quase simultâneas (21h30 e 22h05).
O resultado desta "estratégia"? Salas vazias. Às 20h15, uma sala tinha 20% de ocupação e a outra apenas 8%. Às 21h15, o cenário mantinha-se nos 26% e 8%. Sacrificam a diversidade e o respeito pelo ciclo de estreias para ter o mesmo filme repetido em salas desertas.
Para piorar, a gerência não dá a cara. Enviaram um "sub-gerente" pretensioso e mal-formado que, sem qualquer argumento comercial ou bom senso, afirmou que só manteria o outro filme se tivesse "certeza de uma boa sala". Pelos vistos, preferem certezas de salas vazias.
Num setor em crise, expulsam os clientes habituais com uma programação rígida e um atendimento que deixa muito a desejar. Uma experiência que faz lembrar tempos de oferta única e falta de liberdade de escolha.
Lamentável.
